Ok, eu admito que o último post não fez o menor sentido, mas vocês podiam comentar isso na caixinha ali em baixo, em vez de ir no MSN falar comigo.
De qualquer forma, dia 28 é minha cirurgia: vou botar silicone. (e essa é a hora que eu faço a dança da vitória) Então é BEM provável que eu suma por uns tempos, ou que eu dite os textos pra alguém e esse alguém poste por mim (o que vai diminuir completamente o número de erros de digitação, se você quer saber.)
E nem me venham com esse papo de "Oh, silicone, que tragéééééédia" que eu não aguento mais isso. Sou nova e vou botar, sim. Querem que eu bote o quê, quando eu tiver filhos? E aí meu peito vai ser lindo pra quem, pro meu filho? Fora que eu não quero ter filhos.
Ok, voltando. Saiu uma reportagem em um dos O Globo de semana passada, um caderno inteiro feito por estagiários, sobre a nova geração. E eu me senti, assim, TÃO desencaixada. Eu não sou uma celebridade virtual, não atualizo meu álbum do orkut diariamente, não sou vice-presidente de uma empresa de mentirinha, não fico na ala VIP das boates (aliás, nem gosto muito de boates, acho que o som é muito alto e não dá pra conversar)e nem tenho um profile fake no orkut.
Ai, eu me senti, assim, tão anos 60. eu sou fã de Beatles, turtles e Zombies. A coisa mais atual no meu repertório músical é Cranberries, que se desfez em 2003, se não me engano.(Ou gilberto gil, o que vocês acharem melhor). Eu ADORO Air Supply e não era nem um projeto quando a banda começou. Me sinto meio velha.
Outro dia ganhei Todos os Olhos e fiquei tão feliz, acho que estou meio perdida das pessoas da minha idade. Sei lá, elas ouvem britney, usam pulseiras vip e tiram milhões do fotos de si mesmas com maquiagens diferentes. Fora a parte das fotos, quando eu lembro de botar pilha na câmera, acho que não me enquadro. Não sei. Isso me deixou com uma sensação muito estranha.
Mas então, a parte interessante. Outro dia eu li Pollyana (menina) e, ao terminar, fiquei de mal humor. Meu deus do céu, aquela menina IMBECIL com aquele jogo estúpido me irritou tanto que eu cheguei a desejar que ela morresse sem pernas. Eu tive vontade de socá-la o livro inteiro. ODIEI.(Aliás, quem quiser me dar/emprestar/trocar Pollyana Moça, eu fico feliz: tô procurando pra ler. E aqui eu alongo o parágrafo pra explicar que o livro não é, assim, mal escrito. É só o positivismo qu eme irrita um pouco. e o resto. Mas é que eu não consigo parar um livro no meio ou sei lá. Ah, não sei. só sei que quero o segundo) Mas aí eu peguei uma mania de todo livro ruim que eu leio, ficar irritada. Aí ontem eu comecei um desses bets sellers (As aventuras de Nanny, ou qualquer coisa assim) e era simplesmente intragável, terrível, insuportável. Passei o dia todo irritada e o fim do livro era uma bosta, mesmo.
Agora estou angariando bons livros para ler durante a recuperação da cirurgia. Já tenho Dom Quixote, O pêndulo de Foucault, Baudolino, Ensaio sobre a lucidez, o Nome da Rosa e o meu bichinho inseparável que eu já li umas trocentas vezes, Como Água Para Chocolate (Não leiam, não é bom. É só nonsense e romântico e da Laura Esquível e eu sou uma boba. Ah, leiam sim! Eu gosto muito)
E estou no começo de "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" há um mês, embora pretenda terminá-lo antes do dia 28. O livro é muito bom, mas Saramago não se lê: absorve. E eu leio um pedacinho e fico uma boa meia hora em silêncio, só pensando em absolutamente nada, meio vazia. Mas vazia de uma coisa meio cheia, que faz todo o sentido do mundo.
Então, quem tiver boas sugestões, é só mandar. Mas se concentrem em coisas mais velhas, que eu preciso ler todos os clássicos que ainda não li. O Livro do Bia não vale.
E só mais uma coisinha, você leitor(a) (Eu falo como se fossem muitos) que mora no rio: No CCBB 'tá passando Mãe Coragem e seus Filhos, do Brecht, atuado pelo Armazém Companhia de Teatro e traduzido pelo Alberto Guzik. A tradução está maravilhosa, a atuação nem se fala (embora eu ache que só o texto do brecht seja o suficiente pra convencer qualquer um) e eu passei metade do espetáculo com a boca meio aberta, porque a coisa tava me prendendo tanto que eu esquecia de fechar.
Vou confessar que quando eu saí de lá, chorei. Foi simplesmente maravilhoso e eu acho que todo mundo devia ir (e talvez por isso eu esteja recomendando). Louise Cardoso, que faz a personagem principal, está DIVINA e os dois atores que fazem os filhos dela são uns gatinhos.
Só isso, mesmo.